Marrocos acende alerta no grupo do Brasil na Copa de 2026; Escócia e Haiti completam chave

brasil copa do mundo 2026
Redação Deu Zebra News
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O sorteio da Copa do Mundo de 2026 colocou o Brasil no Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti, e apesar do favoritismo brasileiro no papel, os contextos recentes das quatro seleções mostram uma chave mais complexa do que aparenta. O Mundial deste ciclo será o maior da história, com 48 seleções e 12 grupos, classificando para o mata-mata não só os dois primeiros de cada chave, mas também os oito melhores terceiros colocados, o que amplia a margem de estratégia — e também as chances de surpresas.

No ranking da FIFA, o Brasil aparece em 5º lugar, enquanto o principal adversário da chave, Marrocos, surge na 11ª posição, vivendo a fase mais sólida de sua história. Marrocos chega ao torneio impulsionado não apenas pela campanha extraordinária no Mundial de 2022, mas também por conquistas recentes de base que reforçam sua estrutura competitiva.

Em outubro de 2025, a seleção marroquina conquistou o título da Copa do Mundo Sub-20, derrotando a Argentina por 2 a 0 na final e revelando talentos que já integram ou devem integrar o elenco principal. Foi a confirmação de que o país não vive apenas um “bom momento”, mas um ciclo completo de evolução. Esse cenário se soma à histórica campanha no Catar, em 2022, quando Marrocos eliminou a Espanha nas oitavas de final, nos pênaltis, e depois derrubou Portugal por 1 a 0 nas quartas, tornando-se a primeira seleção africana e árabe a chegar a uma semifinal de Copa. Esse conjunto de resultados coloca os marroquinos como o adversário mais perigoso do grupo brasileiro.

Do outro lado da chave, a Escócia chega com tradição, experiência européia e um estilo de jogo físico que costuma dificultar seleções sul-americanas. Em ranking, aparece na 36ª posição, mas seu desempenho recente em eliminatórias européias mostra competitividade acima do que o número sugere. O retrospecto contra o Brasil, porém, pesa contra os escoceses: em 10 confrontos, a Seleção Brasileira soma 8 vitórias e 2 empates, sem derrotas. Em Copas do Mundo, foram quatro encontros — 1974, 1982, 1990 e 1998 — todos com vantagem brasileira, incluindo vitórias em três deles. A Escócia, no entanto, é conhecida por ser um adversário duro, disciplinado e que raramente entrega jogos fáceis.

Fechando o grupo está o Haiti, a seleção mais modesta tecnicamente entre as quatro, figurando atualmente na 84ª posição no ranking da FIFA. O país volta ao Mundial pela segunda vez na história — a primeira ocorreu em 1974. Embora não tenha o mesmo peso competitivo dos demais oponentes, o Haiti chega embalado por uma qualificação surpreendente e por um futebol mais organizado do que em ciclos anteriores. No histórico, enfrentou o Brasil três vezes, e em todas as ocasiões saiu derrotado, sem nunca ter enfrentado a Seleção em uma Copa do Mundo. Mesmo sendo o franco-atirador do grupo, pode atuar como elemento imprevisível, especialmente na luta por vagas de terceiro melhor colocado.

A estréia brasileira acontece justamente contra Marrocos, no dia 13 de junho, num duelo que pode definir o tom emocional e estratégico da campanha. Se vencer, o Brasil ganha tranqüilidade para administrar os confrontos seguintes contra Haiti (dia 19) e Escócia (dia 24). Se tropeçar, o grupo pode embolar, e até a classificação, agora mais flexível, pode se transformar em um caminho arriscado, com cruzamentos perigosos no mata-mata.

Apesar de o Brasil seguir como o favorito natural do Grupo C, o fortalecimento contínuo de Marrocos, a competitividade histórica da Escócia e a imprevisibilidade do Haiti tornam a chave mais densa do que os números isolados sugerem. O Mundial de 2026 promete ser o maior e o mais imprevisível da história, e o Brasil já sabe que sua caminhada começa enfrentando um adversário em ascensão, acompanhado de uma seleção européia dura e de um azarão que chega sem pressão, mas com muito desejo de surpreender.

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